Todos os Salvaterrenhos são conhecidos entre si por alcunhas, são comuns as vezes em que alguém de fora vai à procura de uma pessoa e pelo nome próprio ninguém conhece. Sei de uma senhora que quando lhe perguntaram se conhecia o Sr. João Soares respondeu que não, depois lembrou-se que se tratava do próprio marido, que todos conhecem por João Bicho, nome pelo qual ela própria o trata. Apesar de nem todos gostarem das alcunhas que têm, a realidade é que por um motivo ou por outro toda a gente tem alcunha. No meu caso é Pepinha, porque sou neta do Pepe (por ser Espanhol). Assim temos os Pepes, os Bichos, as Resotas, os Rolos, a Festeira, os Môcos, o Matempo, os Padeirinhos, os Litos, as Falhós, os Pios, as Coelhas, as Telhadas, os Ratos, os Barqueiros, os Violas, os Balitas, os Bernardos, os Caniços, os Malaguetas, o Xuxé, os Norbertos, a Mari do Cimo, as Parchinchas, os Automóveis, os Monsantos, os Barriches, o Migas Frias, os Orcas, a Popou, O Pelhego, o Caneta, os Samarras, o Zé Consertina, o Nº 1, o Lobato, os Alhos, os Catchos, os Colhacas, os Diabolcas e os Lagaios, Os Laranjões, os Churros, o Sonsa, a Nena Ferro, o Zé Sol, os Chavelhões, os Claúdios, os Badaleiras, o Gasosa, as Candurras, o Cagadela, as Pelucas, as Barril, a Charila e a Vapora, entre outros.
- este texto e o de vocabulário da nossa terra foi gentilmente cedido por Cristina Jacinto (pépinha)
Exemplo de algumas palavras usadas em Salvaterra e sua correspondência:
|
“SALVATERRENHO” |
PORTUGUÊS |
|
Arriba Saquitel frio |
Levanta-te que é tarde |
|
Moca |
Surda |
|
Cantchal |
Pedregulho |
|
Cotchino |
Porco |
|
Barroco |
Pedra |
|
Mastronça |
Má aparência |
|
Barrabás |
Traquina |
|
Sarineu |
Sem vergonha |
|
Sotão |
Sala de entrada da casa |
|
Almoço |
Pequeno-almoço |
|
Jantar |
Almoço |
|
Mogueirona |
Preguiçosa |
|
Ceia |
Jantar |
|
Catchopa/o |
Rapariga/rapaz |
|
Bureco |
Buraco |
|
Caldero |
Balde para tirar água do poço |
|
Tcheve |
Chave |
|
Caldereta |
Balde de plástico |
|
Mandil |
Avental |
|
Açogue |
Talho |
|
Retabo |
Quadro |
|
A marcar |
A comprar |
|
Penico |
Bacio |
|
Estriqueira |
Lixeira |
|
Agachar |
Fazer necessidades físicas |
|
Caçola |
Tacho |
|
Púcaro |
Copo com asa |
|
Letera |
Leiteira de alumínio |
BOAS FESTAS
FELIZ ANO NOVO
FELIZ NATAL
Olá a todos os Salvaterrenhos e amigos.
Venho dar mais uma vez a conhecer alguns feitos culturais da nossa terra, pois não é novidade para alguns mas é sem duvida para muitos que não conhecem, ou só tem conhecimento destes eventos através deste ou de outros possiveis blogs que foram construidos, pois eu já consultei um que tem o nome da nossa terra "SALVATERRA DO EXTREMO" mas esse blog está inativo á muito tempo não sei porquê ou se alguem fez mais algum, mas sempre era bom que ouvesse mais blogs a circular na internet, como digo só assim poderiamos fazer mais por esta terra.
Mas falando de coisas bem melhores, na nossa terra existe tambem coisas de que nos podemos orgulhar, temosuma Camara e uma junta de freguêsia que apoia boas iniciativas, tanto para os jovens que infelizmente são poucos, mas tambem para os mais idosos e para os de meia idade, falando agora deste sector , pois cerca de uns poucos anos atrás um grupo de senhoras fundou um Coro Polifónico Femenino de Salvaterra do Extremo, agora denominado de "Coro Femenino da Santa Casa da Mesericórdia de Salvaterra do Extremo", estas oito sras. têm uma voz espectacular e um reportório tradicional muito bom, e mais são convidadas e ouvidas em todo nosso Conselho e internacionalmente tambem, pois actuam em Espanha a convite do Alcaide de Zarza la Mayor , eu já tive o prazer de assistir a alguns concertos onde fiz reportagem e vou ter todo o prazer de poder difundilas neste e noutros posts do blog, pois são merecedoras pela sua postura em palco e pelas suas vozes de terem um lugar marcada na história da nossa terra. Se alguma vez tiverem opurtunidade de poder assistir a algum concerto não percam, vale a pena ouvir as vozes da nossa terra.
É sempre bom apoiar.
Peço desculpa pelo tamanho da imagem mas lá para a frente contarei a história do coro. Por agora é tudo até á próxima.
Trabalho elaborado por
Alexandre Martins
Olá a todos os Salvaterrenhos e amigos da nossa terra.
Venho aqui agradecer a todos os amigos que comentam este Blog pois só assim podemos ter a ideia de quantos nos visitam e expressão as suas ideias tambem.
A ideia de construir este espaço foi para dar a conhecer aqueles que nos visitam os motivos de interesse e actividades que por cá fazem, bem como a sua cultura que é sem duvida muito rica, a vontade é de fazer um Blog oficial da nossa terra com a colaboração de todos
Pois mando um grande abraço a todos vocês e novamente um muito OBRIGADO a todos os que dão o seu comentário.
Até ao proximo "post"
Boas a todos os Salvaterrenhos.
Mais um verão que passou e muitos filhos da terra voltaram para a labuta normal nas zonas onde residem, pois não vou deixar de salientar que já podemos contar com grandes novidades na nossa terra, até aqui não tinhamos qualquer unidade hoteleira que pudessemos contar pois agora já temos a "Casa do Forno" pronta para poder acolher todos quantos nos queiram visitar e usufruir das maravilhas da nossa terra e possam assim pernuitar lá e provar tambem a nossa tradicional gastronomia que é rica em muitos produtos regionais e alguns colhidos na nossa terra.
Falemos um pouco da história da Casa do Forno, outrora um dos tradicionais fornos de lenha onde se ia coser o pão para a alimentação do nosso povo, hoje transformada em Casa de Turismo Rural e habitação, onde pode contar tambem com vastos programas de recreio e cultura patrocinados tambem pela alcaidaria espanhola de Zarza la Mayor, onde são elaborados vários programas tais como "A Rota do Contrabando" onde a partida foi dada na nossa terra em agosto onde teve uma grande participação de pessoas dos dois paises percorrendo assim de tal forma um dos percursos habitualmente feitos outrora pelas gentes do nosso povo para levar vários bens de necessidade entre eles o mais conhecido o "café" para Espanha por aqueles caminhos fora tentando sempre fugir as autoridades dos dois paises onde nem sempre tinham o êxito que se esperava sempre ter.
Mais á frente farei mais referências a outros aspectos da nossa querida terra.
" não deixem de comentar e dar tambem todo o vosso contributo a este blog... com novas ideias e coisas que possam vir a valorizar e fomentar aspectos referentes á nossa terra"
Um abraço forte a todos os Salvaterrenhos... até ao proximo post
Este trabalho foi elaborado por: Alexandre Martins " pêpe "
Como todas as terras do nosso pais, tambem Salvaterra do Extremo é rica na sua gastronomia regional e muito hospitaleira para com os visitantes. Vamos aqui retratar e dar a conhecer a todas as pessoas que nos visita a sua ementa para que se possam repastar e deliciar em tempos de festa, pois actualmente só nesta altura é possivel provar os nossos petiscos e tambem os seus pratos regionais porque não há na nossa terra ainda actividade hoteleira suficente, bem como Restaurantes e camas para poder receber as pessoas e dar assim as refeições adecuadas ao seu gosto o que iremos retratar mais adiante.
Esta imagem é representativa da confecção do almoço do bodo em honra de Na. Sra, da Consolação, Padroeira da terra, que se realiza anualmente na segunda - feira de Páscoa em que é feito o tradicional ensopado de borrego e a sopa de grão c/ massa,as tripas, e o Laburdo nas já famosas panelas de ferro, tradição na nossa terra.
Venha visitar-nos nesta altura e traga tambem os seus amigos para conhecer as tradições desta maravilhosa Vila Beirã, onde pode visitar os seus recursos naturais já acima referidos
em posts anteriores neste blog.
Pela altura do Natal tem como tradição o famoso Madeiro ( tronco grande de azinho ) cortado para a altura do natal, mais para a frente vamos dar a conhecer a História desta tradição que já conta com uma centena de anos.
Sede dos paços do concelho de S.E.
SALVATERRA DO EXTREMO, uma vila da provincia da Beira Interior, Distrito de Castelo Branco, Concelho de Idanha a Nova, situada na margem direita do rio Erges (Elgas), primeiro afluente da margem direita do rio Tejo, no cimo de um monte formado por negra e musgosa penedia, Esta elevação é cortada a norte e a nascente, quase a pique ,por abruptos rochedos inacessiveis, ficando como fronteira a esta posição o castelo de Peñafiel, que embora em ruinas com as suas seteiras, se ergue imponente em Espanha, na margem esquerda do rio Erges sob a Alcaideria de Zarza la Mayor.
A sua história e origem remonta á idade da Pré e Proto História estando em si relacionada com o cariz religioso e necrológico da altura. Outrora chamada como Salvaterra as Beiras foi-lhe concedido o primeiro Foral por D. Sancho II em1229, a existência de um castelo como ponto de defesa geográfica do reino. Castelo de Salvaterra do Extremo
Castelo de Peñafiel (lado Espanhol)
Supõe-se que em 1165, a fortificação árabe de Salvaterra tenha sido conquistada pelos cristãos. Tendo em vista garantir a defesa e a segurança do reduto fortificado, este foi reconstruido como forma de castelo e doado á Ordem Militar de Calatrava (Aviz), no mesmo periodo tendo em vista vigiar e marcar uma posição de marco de fronteira face ao castelo de Salvaterra e á Ordem do Templo,o Rei de Leão D. Fernando II mandou construir, do outro lado do Rio Erges, sobre as ruinas da fortificada árabe de nome Racha-Rachel, o castelo de Peñafiel.
Em 1211 os Almóadas atacam e conquistam os castelos de Salvaterra e de Peñafiel.
No ano de 1226 Foi conquistado o castelo de Salvaterra aos Almóadas por tropas da Ordem do Templo sob comando do reino de Portugal. Como forma de reconhecimento D. Sancho II
doou á Odem do Templo, mais propriamente a D. Gualdim Pais (6º mestre do Templo em
Portugal), os termos e dominios de Idanha a Velha, outrora dominada pelos Romanos, onde ainda se pode ver algumas partes e construidas por si, bem como peças arqueológicas da sua cultura.
A 2 de Maio de 1229 D. Sancho II concede a Salvaterra o seu primeiro Foral, concedendo-lhe
privilégios e isenções derivadas dos serviços prestados ao Reino de Portugal, criando-se
assim o seu Concelho e Comarca.
Em 1250 durante o reinado de D. Afonso III foi construida uma forte cerca de muralha envolvendo a povoação de Salvaterra.
1296 face ás guerrascom Castela, D. Diniz, em consequência dos estragos sofridos, mandou reconstruir o castelo de Salvaterra e suas muralhas.
Em 5 de Maio de 1319, por carta régia, o rei D. Diniz decidiu que a vila de Salvaterra da Beira
faria parte da Comenda de Santa Maria da Ordem de Cristo,cerceando assim a vila de Salvaterra de alguns dos previlégios e isenções adquiridos através do Primeiro Foral.
Entre 1335/39 o castelo de Salvaterra participa na guerra com Castela. Por ordem de D. Afonso IV este viria a ser reparado em 1340, em virtude dos estragos causados por essa guerra.
Em 1374 após a assinatura do tratado de Santarém por ordem expressa de D. Fernando I
o castelo de Salvatera foi totalmente reconstruido.
1385 o Concelho de Salvaterra da Beira tomou partido de D. Beatriz (filha de D. Fernando I)
Esta convicção está fundamentada nofacto de o Conelho de Salvaterra não ter estado presente nas cortes de Coimbra de 1385, nas quais, o Mestre de Aviz foi aclamado Rei de
Portugal com o titulo de D. João I.
Em 1 de Junho de 1510 é concedido a Salvaterra o seu segundo Foral, restituindo-lhe alguns dos previlégios e isenções abolidas aquando da constituição da Comenda da Ordem de Cristo em Salvaterra.
A partir de 1578 Salvaterra da Beira passa a chamar-se Salvaterra do Extremo.
Em 1643, a praça de Salvaterra foi conquistada pelas tropas leais a Portugal comandadas
por D. Sancho Manuel. A violência dos combates quando da sua tomada foi imortalizada por um quadro existente no Museu Militar " sala da restauração ".
Em 1648 ano da reconstrução das portas do Adro e de S. José e fortificação militar de Salvaterra é reparada e guarnecida de tropas.
Em 165, o Sargento-Mor António Soares da Costa simulou um acordo para a entrega da praça de Salvaterra do Extremo e assim conseguiu atrair os miluitares espanhóis, convencidosestes que a tomariam sem confronto.
Ao entraem, desprevenidos, foram surpreendidos pelos militares da praçaque, sem contemplações, os matavam á medida que iam entrando, sem que os do extrior dessem conta. A certa altura e para por fim ao massacre, foi ordenado que se atasse um dos espanhóis á boca de um canhão e faze-lo disparar na direcção dos militares espanhóis
estacionados fora da fortaleza. Este acto de tal ordem violento e inesperado que as forças espanholas se retiraram para o outro lado da fronteira. Independentemente da interpretação
dada, este acto foi na altura considerado uma traição e o governador da praça foi destituido
por ordem de El-Rei.
GUERRA DA SUCESSÃO DE ESPANHA - CAMPANHA MILITAR DE 1700/1706.
Nesta guerra o Marquês das Minas reconquista Salvaterra e nesta vila se decide, em conselho de Generais e em 25 de Abril, conquistar Madrid.
GUERRA DOS SETE ANOS - CAMPANHA MILITAR DE 1762.
GUERRAS PENINSULARES (1807/1811).
Em 1827 (Campanha de 1826/27), as tropas estacionadas na vila, ajudaram a proclamar o absolutismo na região das Beiras.
D. Migueldissolveu o parlamento, substituindo os Governadores de Armas das Provincias e exonerando os comandantes dos regimentos afectos ao regime constitucional, substituindo-
-os por outros da sua confiança. Na guerra civil que se seguiu (1828/1834). Salvaterra do Extremo tomou o partido de D. Miguel.
Em 30 de Maio de 1834 foi decretado o fim dos Forais e dos dizimos e os enforcamentos passam a ser feitos no largo da praça junto ao Pelourinho.
Em 1837 foram extintas todas as Comendas e Ordens religiosas, incluindo nessa extinção a Comenda de Santa Maria de Salvaterra do Extremo.
Em 1846 a Praça Militar de Salvaterra é desguarnecida e desclassificada militarmente.
TORRE DE ATALAIA.
Supõe-se que no século IX tenha sido construida a Atalaia - Torre, ainda existente para os lados do Moinho do Seco, que permitiu á fortificação de Salvaterra do Extremo um novo ângulo de visão sobre eixos de aproximação vindos da fortificação Racha-Rachel em direcção ao Moinho do Seco.
Todo este trabalho de recolha e investigação foi a cargo de: sr. José Manuel dos Reis Vermelho Moreira e sr. Ramiro Oliveira Rodrigues- ambos cidadãos de Salvaterra do Extremo.
Este trabalho foi elaborado por: Alexandre Martins (pêpê)
SALVATERRA do EXTREMO, uma terra milenar datada da era do bronze por onde passaram várias civilizações e culturas diferentes como a ÁRABE e a ROMANA que premaneceram durante alguns séculos. Com uma invejável biodiversidade e património cultural, onde predominam muito várias especies, animal e aves de grande porte necrofogas e de rapina nas suas escarpas, javalis,
veados, entre outros animais criados pelo homem para a pastoricia, tais como a cabra, ovelhas, porcos e gado bovino.
Mais á frente noutros posts contaremos a história desta terra, os seus locais de visita e miradouros onde se pode ver e admirar belas paisagens com Espanha logo do outro lado do rio Erges, tal como vemos na imagem em cima, que retrata o castelo do lado espanhol que tem de seu nome castelo de Panafiel que foi construido mesmo em frente ao nosso castelo de SALVATERRA já não existente na sua totalidade.
Nestas escarpas do castelo de Penafiel é onde habitam aves como a águia iberica, grifos,abutres e outras aves de rapina (Águia iberica )
Temos assim tambem belos miradouros para se poder admirar as belas paisagens existentes na zona tal como o rio Erges um afluente do Tejo. ( rio Èrges )
Tire uns dias e venha admirar este belo local de prazer e de laser para que possa usufruir destas vistas maravilhosas e provar tambem a bela gastronomia da zona. ( fonte joanina )